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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Projeto Sacola Reciclada - FEMESP

Replicando a seguir campanha em andamento na FEMESP – Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo.

femesp

A FEMESP (Federação de Montanhismo do Estado de São Paulo) está desenvolvendo um projeto para confeccionar sacolas duráveis com dois principais objetivos:

- reduzir a circulação de sacolas plásticas no mercado, incentivando o uso de sacolas duráveis

- reciclar e evitar o descarte de materiais que geralmente são descartados como banners de vinil, tecidos e outros materiais resistentes.

Estamos trabalhando neste projeto desde o ano passado mas com dificuldades diversas para conseguir patrocinadores, progredir e conseguir produzir as sacolas efetivamente.

Portanto decidimos utilizar esta rede de contatos para tentar conseguir ajuda. Precisamos de:

- doação de materiais que possam ser utilizados para confeccionar as sacolas (banner de vinil e outros materiais semelhantes usados ou não, tecidos resistentes e etc)

- alguém que possa confeccionar as sacolas (corte e costura)

- contato de empresas que possam patrocinar o projeto

- ponto de venda

Caso você possa e queira colaborar com a FEMESP seja fornecendo contatos, tempo, material ou efetivamente produzindo as sacolas, por favor entre em contato:

Jussara - secretaria@femesp.org

Chu - dir.tecnica@femesp.org

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Aplicativo para IPhone reconhece aves da Mata Atlântica

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Em uma iniciativa inédita, o Planeta Sustentável, da Editora Abril, com o apoio do WWF-Brasil, lança o primeiro aplicativo inédito para celular voltado para a observação de aves. Tendo como foco a Mata Atlântica, o aplicativo “Aves do Brasil - Mata Atlântica” oferece ferramentas aos usuários para facilitar a identificação das aves, tornando a tarefa rápida e divertida com acesso a informações, fotos e cantos de 345 aves catalogadas.


O conteúdo do aplicativo foi baseado no livro Aves do Brasil, Uma Visão Artística, que reúne a obra do ornitólogo Tomás Sigrist, que desde 1986 estuda e desenha aves brasileiras. Conhecida como birdwatching, ou birding, a atividade de observação de pássaros vem ganhando adeptos no Brasil e movimentando um mercado que reúne pousadas e guias turísticos especializados em vários estados.  Hoje, o Brasil é o segundo país do mundo em diversidade de aves, segundo estatística do Comitê Brasileiro de Registros Ornitológicos (www.cbro.org.br).


Desenvolvido pela área de Conteúdo Digital do Guia Quatro Rodas, a pedido do Planeta Sustentável, o aplicativo permite ao usuário entrar com dados como cores predominantes e porte dos animais e reconhecer na hora a espécie por meio do banco de dados com imagens e cantos das aves. São 90 cantos e 205 fotos de aves da Mata Atlântica disponíveis. O descritivo dos hábitos de vida e o nome científico da ave também podem ser consultados.
O aplicativo permite interagir por meio da colaboração com o banco de dados de ocorrências. Contando com o dispositivo de geolocalização é possível registrar com precisão o avistamento da ave.


Outra possibilidade é compartilhar a foto da ave observada nas redes sociais, acompanhada das informações de sua localização, nome científico e descritivo de hábito de vida. No Twitter já está no ar o perfil @avesbrasil e no Facebook a comunidade facebook.com/avesbrasil.


Disponível para iPhone, iPod Touch e iPad, o aplicativo “Aves do Brasil - Mata Atlântica” é comercializado pela Apple Store com valor de download de US$ 6,99. Também já é possível baixar na loja on-line uma versão com 30 aves catalogadas para experimentação gratuita. Parte da renda obtida com a comercialização do produto será revertida para os projetos de conservação da natureza do WWF-Brasil.


Para baixar o aplicativo:
Versão Pro: http://itunes.apple.com/app/id398794177?mt=8
Versão Lite: http://itunes.apple.com/app/id398788397?mt=8

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

A receita de uma tragédia

Desmatamentos e ocupação de áreas que deveriam ser preservadas, somados às chuvas cada dia mais intensas, são a combinação perfeita para o drama das enchentes.

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Classificada pela imprensa como o maior desastre natural brasileiro, a enchente que desde terça-feira, 11 de janeiro, acarreta um número recorde de mortos - mais de 670 até o momento, milhares de desabrigados e perdas de produção agrícola na região serrana do estado do Rio de Janeiro é o resultado de uma equação perigosa: eventos climáticos cada vez mais extremos, como chuvas intensas e por longo período e áreas fragilizadas por desmatamento.

Pouco mais de mil quilômetros separam o palco das enchentes e Brasília, arena onde deputados ligados ao agronegócio batalham por mudanças drásticas no Código Florestal brasileiro. Por esta estrada cruzamos alguns dos mais de 100 municípios em situação de emergência ou calamidade pública no Rio de Janeiro e Minas Gerais. Na paisagem, dois dos biomas brasileiros mais desmatados: a Mata Atlântica, que perdeu 93% de sua cobertura florestal, e o Cerrado, devastado pela metade.

Segundo dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e da ONG SOS Mata Atlântica, na última década, o ritmo de desmatamento da Mata Atlântica se manteve em torno de 34 mil hectares ao ano, uma área equivalente a quase 350 mil campos de futebol de mata nativa. No Rio de Janeiro, estado mais castigado pelas chuvas, mais de 80% de floresta já foi desmatado.

Também segundo o INPE, os últimos 60 anos foram de aumento gradativo da intensidade das águas. Chuvas acima de 50 mm por dia, algo raro até a década de 1950, hoje ocorrem entre duas a cinco vezes por ano na cidade de São Paulo, por exemplo. No dia de maior temporal em Nova Friburgo foram 182,8 mm, o que equivale a dizer que para cada metro quadrado, quase 183 litros de água caíram do céu. Em Teresópolis foram 124,6 mm de chuva.

“Eventos extremos, que tendem a aumentar por conta das mudanças climáticas, têm sido cada vez mais freqüentes e intensos. Se há dúvidas sobre como lidar com o problema, existe ao menos a certeza de que a solução não é a derrubada de mais floresta”, diz Nicole Figueiredo, coordenadora da Campanha de Clima do Greenpeace.

Enquanto isto, em Brasília, os deputados ruralistas insistem em transfigurar a legislação florestal. É o caso das Áreas de Preservação Permanente (APP), cuja função é proteger margens de rios, encostas e topos de morros, garantindo a estabilidade geológica e a proteção do solo. Se depender da turma da motosserra, algumas faixas de APP serão reduzidas até pela metade. A proteção de beira de rios com larguras de até cinco metros, por exemplo, passariam dos atuais 30 metros para 15. Ficariam liberados para ocupação também os topos de morro, montes, montanhas e serra e áreas de várzea.

Para visualizar o resultado do ideário da motosserra, basta olhar as imagens da tragédia da região serrana. Aos pés de morros lambidos pela terra, o fruto deste tipo de ocupação e do desmatamento de áreas que deveriam ser preservadas, à revelia do que hoje prevê o Código Florestal, é de pura destruição.

“A legislação florestal existe com um propósito claro, o de assegurar o bem-estar da população. É por questão de segurança que há a necessidade de proteger o solo e os rios”, diz Rafael Cruz, da campanha de Florestas do Greenpeace. “As alterações são propostas pela bancada ruralista são irresponsáveis”, complementa.

O Brasil tem mais de 40 milhões de hectares de Áreas de Preservação Permanente ocupadas irregularmente, uma área equivalente ao estado de Minas Gerais. Muitas destas regiões desmatadas estão em municípios que hoje estão em calamidade pública como Petrópolis e Teresópolis, que já perderam 70% de sua cobertura florestal, e São João do Vale do Rio Preto, com quase 80% desmatados.

A bancada ruralista também espera conceder ampla anistia a quem desmatou até 2008, o que inclui as APPs. “A proposta segue na contramão da necessidade de recuperação de regiões frágeis, seja nas cidades, ou em áreas rurais, responsáveis pela produção de alimentos e o abastecimento de água para as áreas urbanas”, completa Rafael Cruz.

Notícia - 17 - jan – 2011- www.greenpeace.org.br

Faça um fogareiro com latinha de alumínio

De fato uma solução extremamente criativa e funcional. Veja no vídeo a seguir.

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