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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

A Bicicleta – De bem com o Planeta

Ciclovias?  Trânsito? Segurança?

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Com o crescente trânsito de ciclomotores, a bicicleta tem se mostrado um dos melhores meios de locomoção tanto para passeio quanto para o trabalho. Além de ser uma das melhores e mais saudáveis alternativas de transporte, colabora para que não se polua o meio ambiente.

Vantagens para o uso da bicicleta:

  • Preço acessível;
  • Baixo custo de manutenção;
  • Baixo impacto sobre o meio ambiente;
  • Melhoria da saúde dos usuários - bem estar físico e mental,
  • É ao mesmo tempo, um meio de transporte e de lazer;
  • Não requer combustível;
  • Em congestionamento ou de interrupção de tráfego, o ciclista encontra meios de prosseguir sua viagem;
  • Menor necessidade de espaço público;
  • O custo da infra-estrutura para bicicletas é muito inferior: menor espaço viário e estacionamento, capacidade de suporte da pavimentação, sem falar em sinalização e controle.

Agora que você ficou animado, antes de ir de bicicleta para o trabalho, adote algumas medidas e leia o restante do artigo:

  • Fazer um exame clínico
  • Acostume-se com a idéia
  • Cuidados com a roupa
  • Usar equipamentos de proteção
  • Andar sempre do lado direito da rua
  • Fique atento ao clima
  • Tenha sempre um plano B
  • Pedalar no máximo 15 Km

Veja também Revista Proteção e Dicas para o Ciclista.

Bicicleta e ciclovias pelo Mundo

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Na Cidade Luz, Paris, a partir do dia 15 de julho, um dia após o aniversário da revolução francesa, mais de 20 mil bicicletas são colocadas pelo Poder Público, em 1250 locais diferentes, sobretudo nas estações de metrô, para que a população possa se locomover. Mediante o pagamento de uma pequena taxa anual a pessoa poderá retirar uma bicicleta e pedalar até o lugar onde precisa ir. No Brasil, na cidade do Rio de Janeiro, um serviço semelhante já funciona há dois anos com pouco sucesso.

No Japão, exemplo do uso adequado da bicicleta, ela é usada não como um lazer, mas sim como meio de transporte. As pessoas usam diariamente, para ir ao trabalho, ir a escola, entregar comida, levar os filhos para escola, ou fazer compras, enfim, até os policiais a utilizam. Jovens, crianças, idosos, executivos, não importa, qualquer um utiliza a bicicleta como meio de se locomover. Claro que as ruas ajudam, pois em sua grande maioria são planas.

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Os estacionamentos são tão cheios que muitas vezes os donos esquecem onde deixaram sua Bike. Quando não encontram, muitas pessoas simplesmente pegam outra qualquer.

Existem duas faixas, a de pedestres e a de ciclistas, proporcionando maior segurança tanto a pedestres quanto a ciclistas.

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Na Bélgica, em cidades como Bruxelas e Antuérpia, esse sistema também foi adotado. Em Bruxelas, com o depósito de uma caução, as pessoas utilizam uma bicicleta à vontade. Elas podem pedalar para qualquer ponto da cidade onde haja um estacionamento e, ao devolverem a bicicleta, retiram o dinheiro depositado, portanto o uso deste transporte é gratuito.

A China, país que sempre chamou a atenção pelo uso da bicicleta, vive hoje a invasão automobilística, fato que tem preocupado as autoridades. Na capital, mais de 2 milhões de pessoas se locomovem de bicicleta, no entanto a falta de segurança preocupa.

Na Alemanha, mais precisamente em Berlim há um sistema de bicicletas públicas, cuja localização é controlada por satélite. O custo é de oito centavos de euro por minuto, chegando ao máximo de 15 euros por dia. Este custo pode baixar para seis centavos de euro por minuto se a pessoa, ao pegar a bicicleta em qualquer ponto da cidade que escolher, telefonar para a empresa que administra o sistema e informar o número do seu cartão de crédito.

O Brasil possui apenas 600 quilômetros de vias para uso exclusivo de bicicletas, as chamadas ciclovias. Este número é pequeno se comparado à frota nacional que é hoje de 50 milhões de bicicletas. O Ministério das Cidades, por meio do Programa Brasileiro de Mobilidade Bicicleta Brasil, está incentivando o uso da bicicleta como transporte nas cidades. De acordo com o diretor do Departamento de Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades, Renato Buareto, a idéia do governo é financiar projetos que incentivem o uso da bicicleta principalmente nos deslocamentos de pequenas distâncias. “O transporte com bicicleta não rompe grandes distâncias, que se faz com transporte motorizado. Mas existem distâncias de 3, 4 a 5 km, entre a residência e a escola ou trabalho, por exemplo, que podem ser percorridas por bicicletas”, explica o diretor.

No Brasil, várias são as cidades onde a bicicleta é usada como um dos grandes meios de locomoção pela população. Especialmente aos Domingos, onde as ciclovias (fechamento de ruas da cidade aos veículos motorizados com o tráfego destinado exclusivamente a ciclistas, pedestres e outros modos de transporte e recreação não motorizados), são um evento. Veja também ciclovias no domingo.

Cáceres no Mato Grosso; Campo Bom, no Rio Grande do Sul; Joinville, em Santa Catarina, e tantas outras cidades são exemplos de bom uso da bicicleta. Em São Paulo, cidade de trânsito intenso e terreno acidentado, o Prefeito Gilberto Kassab, sancionou uma lei criando o sistema cicloviário do município. Estão previstas inúmeras medidas para facilitar o uso das bicicletas.

Curitiba hoje possui cerca de 120 quilômetros de ciclovias. Ampliar esse número é uma das demandas atuais da cidade e faz parte do Plano de Mobilidade do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPPUC). As ciclovias existentes foram construídas há dez anos com o objetivo de conectar os parques. Hoje, há um pensamento de eleger novas prioridades para a construção de ciclovias.

Sorocaba foi citada pelo portal da internet Yahoo como um dos exemplos brasileiros por sua rede de ciclovias. Além de Sorocaba, o site menciona como exemplos Santos (SP), Aracajú (SE), Rio de Janeiro (RJ) e Afuá (PA), além do início da implantação de ciclofaixas na cidade de São Paulo. Para saber mais, basta acessar os sites socialbike ou eu vou de bike.

O Plano Cicloviário de Sorocaba representa um novo conceito de qualidade de vida e mobilidade urbana, pois garante segurança aos ciclistas, estimula o lazer e a prática de atividades físicas, além de oferecer uma opção econômica e não poluente de transporte. A meta do plano é viabilizar 100 quilômetros de ciclovias interligados até 2012, o que permitiria a circulação entre todas as regiões da cidade. Atualmente, a cidade conta com 65Km concluídos.

No ano passado, Sorocaba foi a primeira das cidades de São Paulo com mais de 100 mil habitantes a receber o certificado “Município Verde Azul”. A cidade ainda recebeu um prêmio especial "Agir Localmente, Pensar Globalmente", pela maior rede ciclovias do “Melhor Ciclovia do Estado” e ainda o prêmio “Franco Montoro”, pela maior nota entre os municípios do Comitê de Bacias Hidrográficas do Rio Sorocaba e Médio Tietê.

Por outro lado, em muitas cidades do interior, a bicicleta é meio de transporte obrigatório,  já que existe um número muito pequeno de linhas de ônibus. Certos lugares, principalmente no meio rural, a bicicleta chega a ser o único meio de transporte, devido as longas distâncias que têm que ser percorridas pela população até as escolas, postos de saúde, ponto de ônibus etc.

destaca4 Um bom exemplo é São Simão em Mato Grosso, onde só existe um ônibus que passa num único povoado uma vez por dia. Neste povoado, apesar da existência de um batalhão do exército e diversas fazendas, a dificuldade de comunicação e transporte é enorme. Basta dizer que nas imediações do batalhão só existe uma linha de ônibus e um posto telefônico, “orelhão”, que nem sempre funciona. A bicicleta neste caso é meio de sobrevivência.

O Rio de Janeiro tem hoje muitas ciclovias. A prefeitura ampliou o número das chamadas "Zonas 30": conjunto de ruas internas em vários bairros da cidade que passam a ter limite de 30 km/h para estimular o uso da bicicleta e permitir uma relação compartilhada entre motoristas, ciclistas e pedestres. Em 2009, foi criada a "Zona 30" de Copacabana e, agora em 2010, serão beneficiados os bairros de Santa Cruz, Campo Grande, Bangu, Anchieta, Del Castilho, Grajaú, Ilha do Governador, Jacarepaguá e Ipanema.

Saliente-se que devido à falta de segurança, só é possível pedalar com mais tranqüilidade durante o dia e, mesmo assim, em alguns lugares os assaltos à ciclistas são freqüentes. É o caso do Aterro do Flamengo, Praça Princesa Izabel e Lagoa Rodrigo de Freitas, dentre outros. Veja neste endereço alguns exemplos: Mapa do roubo de bicicletas do Rio de Janeiro.

Em relação ao sistema de bicicletas públicas, até o momento, não surtiu resultados positivos, seja pela insegurança, seja pela dificuldade de acesso (só pela internet), e mesmo assim é direcionado principalmente para turistas.

image Em Brasília, cidade considerada ideal para o uso de bicicletas, com todas as suas vantagens viárias e topográficas, muitas são as entidades e organizações não governamentais, como a "Rodas da Paz", que vem se unindo para implementar iniciativas que visem estimular o uso desse meio de transporte.

Será que a alegação das autoridades públicas de que estariam investindo em alternativas de transportes para os trabalhadores de baixa renda é verdadeira?

Veja esta matéria. Ciclistas são alvo de assaltantes no Distrito Federal.

O fato é que nenhum trabalhador utiliza as tais ciclovias praianas para se locomover de casa ao trabalho.

Por outro lado, de nada adianta fazer ciclovias para uso dos trabalhadores se não existe um mínimo de segurança para o ciclista. Além disso, é necessária a construção áreas de estacionamento seguro para suas bicicletas. Ou será que alguém acredita que o trabalhador vá para o trabalho com sua bolsa de trabalho, documentos e pertences do seu trabalho, pedalando, sozinho, pelas ciclovias, para depois, durante o expediente, deixar sua bicicleta encostada em algum meio-fio?

Muito oportuna a criação pelo “mundo da bike”, da oração do Ciclista:

“Senhor Deus, Vós que permitistes a beatificação de São Cristóvão, protetor dos motoristas, dai-nos também um anjo protetor que nos ajude a pedalar em paz e segurança nas ciclovias, nos parques, nas trilhas e principalmente nas ruas e estradas.

Livrai-nos dos maus motoristas, dos pedestres desatentos, dos ladrões e dos irmãos afoitos, que pela ausência de campanha educativa, desrespeitam as leis e o código de nacional de trânsito. Fazei com que os cães, melhor amigo dos homens e das crianças, não nos persigam e não ponham em risco a nossa vida.

Lembrai-nos que, pedalando, ganhamos tempo, economizamos combustível, não poluímos o ambiente e promovemos o desenvolvimento físico e que a bicicleta é um instrumento de trabalho e ganha pão dos mais humildes.

Despertai nas autoridades a importância da segurança do ciclista, pois ele é também filho do Senhor.

Não nos deixei cair em tentação de trocar a bicicleta por automóvel e quando isso acontecer, fazei-o respeitar a bicicleta e o ciclista. Amém”.

“Mais importante que uma ciclovia para a bicicleta é um caminho para o ciclista, pois esse é o caminho da cidadania.”

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