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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Monitoramento da Estação de Tratamento de Água Guandu (ETAG)

COMO CHEGA A ÁGUA EM NOSSAS CASAS?
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Através do monitoramento da água podemos observar desde o momento da sua captação, quando ainda está na natureza, seu direcionamento à estação de tratamento e os vários processos de tratamento até a sua transformação em água potável
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OBJETIVO
Verificar o processo de tratamento de água, desde a sua captação no Rio Guandu até o consumo, além da obtenção de dados sobre os problemas e dificuldades físicas e políticas enfrentadas pela empresa e por seus funcionários para colocar em funcionamento todas metas instituídas pela empresa.
Segundo os biólogos da CEDAE a água que é distribuída pela Cedae é potável, ou seja, pode ser consumida sem nenhum outro tipo de tratamento. Costumamos utilizar filtros em nossas residências, o que nos garante que qualquer resíduo que possa estar acumulado em nossas caixas de água e cisternas ficará retido.
1. COMPANHIA DE ÁGUAS E ESGOTOS DO RIO DE JANEIRO- CEDAE
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HISTÓRICO
Constituída oficialmente em 1 de agosto de 1975, a Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro- CEDAE é oriunda das Empresas de Águas e Esgotos dos Estados da Guanabara (CEDAG), da Empresa de Saneamento da Guanabara (ESAG) e da Companhia de Saneamento do Estado do Rio de Janeiro (SANERJ). A CEDAE passou a operar e manter a captação, tratamento, adução, distribuição das redes de águas e coleta, transporte, tratamento e destino final dos esgotos gerado dos municípios conveniados do Estado do Rio de Janeiro.
Segundo a CEDAE, a companhia abastece atualmente uma população de mais de nove milhões de pessoas e efetua esgotamento sanitário para uma população de mais de cinco milhões de pessoas, considerando uma taxa de ocupação de 3,61 pessoas por domicilio.. Atende 65 dos 92 municípios do Estado com abastecimento de água e 17, com rede de esgoto.
A CEDAE possui vários laboratórios para controle do seu “produto” – a água. Esses laboratórios estão distribuídos por todo Estado, realizando monitoramento dos parâmetros exigidos e recomendados pela legislação pertinente (Portaria 518/04 – Ministério da Saúde e CONAMA 357/05).
2. RIO GUANDU
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Agenor Lopes de Oliveira (Toponímia Carioca, Coleção Cidade do Rio de Janeiro, 1938, página 29) informa que a palavra Guandu é de origem africana: contração de “guá” saco, enseada com “ndú” ruidoso. Trata-se da denominação do conhecido feijão ou ervilha, muito encontrado, desde o século passado, na região de Sepetiba, Zona Oeste do Rio de Janeiro.
DADOS GEOGRÁFICOS
O rio Guandu com seus afluentes, margem direita; Rio Cabral e Rio Piranema e margem esquerda; Rio Santana, Rio São Pedro, Rio Santo Antônio, Rio Queimados e Rio Guandu-Mirim além, claro, do Rio Paraíba do Sul, é formado pelo rio Ribeirão das Lajes, pela vazão de até 20m3/s do rio Piraí e por 160m3/s de água do rio Paraíba do Sul, cerca de 2/3 de sua vazão(60% da sua água).
Originalmente, o rio Guandu era formado apenas pela junção das águas do Ribeirão das Lajes com o rio Santana.. Com isto, a vazão do rio Guandu que era originalmente cerca de 20 m' /s passou a ser aproxi­madamente 160 m/s, o que viabilizou a captação de água neste rio para abastecimento público. Em 1955, a CEDAE iniciou o tratamento da água na ETA Guandu com captação no rio Guandu.
Suas nascentes localizam-se na Serra do Mar, em Barra do Piraí e em diversos municípios. Alguns riachos se unem na represa de Ribeirão das Lajes, que é importante para a regulação da vazão e do nível da água tendo papel importante na economia local. No entanto, com a ne­cessidade do aumento de geração de energia no complexo Light, se fez necessário a utilização da água provenientes do rio Paraíba do Sul. Para que isso fosse possível foram construídas algumas barragens e usinas e elevatórias para fazer a trans­posição da bacia do rio Paraíba do Sul para a bacia do rio Guandu.
Depois disso, recebe águas dos poluídos rios de Queimados, como o Abel e o Poços/Queimados, e os córregos de Seropédica. No Município de Nova Iguaçu, localiza-se a Estação de Tratamento de Água do Guandu, considerada a maior do mundo com uma vazão de cerca de 50 m3/s. Depois da estação de tratamento, recebe as águas do rio Guandu-Mirim e é dividido em vários canais na altura do bairro de Santa Cruz, sendo o principal deles o Canal de São Francisco que serve à importante Zona Industrial deste bairro, em que se encontram a COSIGUA (Companhia Siderúrgica da Guanabara) e a Termelétrica de Santa Cruz, terminando por desaguar na Baía de Sepetiba entre os Municípios do Rio de Janeiro e Itaguaí.
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HISTÓRICO
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O abastecimento do Rio de Janeiro pode ser delimitado por três fases. A primeira, dos chafarizes, com a construção de diversos chafarizes espalhados pelo centro do Rio de Janeiro. A segunda, a fase dos mananciais; do Alto da Boa Vista, Gávea, Andaraí e Jacarepaguá dentre outros e a terceira dos sistemas de grande porte.
Estácio de Sá, ao fundar o Rio de Janeiro, mandou abrir um poço, primeira obra para abastecimento de água para a população. O Poço Cara de Cão, no mesmo tempo da construção do Aqueduto Carioca, hoje Arcos da Lapa. Daí então, foram de desenvolvendo as três fases de abastecimento de água descritas acima.
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O Rio Guandu, com extensão de 108 Km, era um rio de pequeno porte há alguns anos atrás. Mas se tornou um rio bastante caudaloso.
Antigamente ele era usado para a produção de energia elétrica pela empresa Light e para uso industrial. Hoje, é voltado principalmente para o abastecimento de água da Região Metropolitana do Rio de Janeiro abastecendo cerca de 80% da população do Grande Rio.
Atualmente, portanto, boa parte de sua água vem de um importante manancial: o Rio Paraíba do Sul. Na usina hidrelétrica da Light, a jusante de Santa Cecília, é feita a transposição da água, quando o Paraíba do Sul cede cerca de 60% de suas águas para o Guandu, através das canalizações forçadas das usinas. O sistema foi construído em 1952 podendo acrescentar até 180 mil metros cúbicos de água ao que irá se transformar mais a frente no Rio Guandu. Essa transposição encontra as águas do Rio Ribeirão das Lages e desce para formar o Guandu e abastecer o Rio de Janeiro.
3. ESTAÇÃO DE TRATAMENTO DE ÁGUAS DO GUANDU
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Vista da captação de água da CEDAE no Rio Guandu
A Estação de Tratamento do rio Guandu foi inaugurada em agosto de 1955 e produz hoje, cerca de 43 mil litros por segundo, aproximadamente o triplo da capacidade inicial. Isso significa 3 bilhões e 400 milhões de litros saindo diariamente da ETAG para abastecer os Municípios do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense e Itaguaí.. A água que chega na estação vem barrenta e turva, sai pura e cristalina após passar por várias etapas como a tranquilização, floculação, decantação, filtração, clarificação, desinfecção com cloro e finalmente a fluoretação. Os técnicos trabalham no sistema de plantão 24 horas por dia e todas as operações são controladas por equipamentos de alta tecnologia.
4. ETAPAS
BARRAGEM FLUTUANTE
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A CEDAE capta 42 mil litros de água por segundo do rio Guandu, através de barragens flutuantes e sistema de gradeamento que impede a passagem de galhos, plantas aquá­ticas e de qualquer outro tipo de material grosseiro que venha na água do rio. Após este procedimento, a captação a água atravessa dois túneis de aproximadamente 300 metros de comprimento, localizado logo após as tomadas de água no rio Guandu. Nestes canais há a redução de velocidade provocando a sedimentação das partículas mais pesadas.
DESARENADORES
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Do túnel, a água segue para os desarenadores, que são canais, medindo 270 metros de comprimento por 9 metros de largura, e servem para remover areia e materiais pesados que ainda estão em sus­pensão na água. No final ficam localizados as Elevatórias de água bruta (BRG e NBRG). Depois de bombeada a água bruta segue através de 5 grandes adutoras.

FLOCULAÇÃO – CAIXA DE TRANQUILIZAÇÃO

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Depois disso, adiciona-se sulfato de alumínio para que as impurezas se unam em flocos. Durante a floculação, a água torna-se ácida e o pH baixa de 6.8 para 4.4, em época de chuvas. Esta acidez é corrigida ao final do tratamento, quando se adiciona Cal Virgem á água, tornando-a menos corrosiva com o pH acima de 7.0. passa por uma unidade, chamada Caixa de Tranquilização onde são aplicados coagulantes, para aumentar os pesos dos flocos e, após, que seguirá por dois caminhos: Velha Estação de Tratamento (VETA) e Nova Estação de Tratamento (NETA).
Com o auxilio de um sistema avançado de telemetria, os sensores eletrônicos monitoram o pH "on line" 24 h/dia, podendo, desta forma, corrigir instantaneamente qualquer variação indesejada. Mantendo o pH estável em uma faixa ideal, evitamos problemas de saúde e também a corrosão nas tubulações de distribuição de água.
Os flocos formados são conseqüência da união provocada pelos coagulantes químicos com as partículas que provocam o aspecto barrento na água bruta; dessa forma, inicia-se um processo de separação das impurezas da água, que é realizada em uma unidade deno­minada Floculador. Hoje são usados duzentas toneladas por dia de sulfato de alumínio.
DECANTAÇÃO
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Na NETA existem 4 floculadores, mecanizados. Após passar por estas unidades a água floculada é conduzida à grandes tanques de sedimentação denominados Decantadores de fluxo vertical formados por módulos tubulares em forma de colméias que, após a sedimentação das partículas e clarificação, é coletada por calhas e destas conduzidas para 60 filtros de areia e antracto (carvão mineral).

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Na VETA a água passa por nove decantadores onde as partículas floculadas sedimentam pela ação da gravidade. Neste ponto calhas introduzidas nos decantadores conduzem a água clari­ficada para 72 filtros de areia.
 


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CLORAÇÃO
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Após a passagem pelos 132 filtros (72 na VETA e 60 na NETA), a água toma-se totalmente límpida e daí chega a um grande reservatório de contato onde será efetuada a aplicação de Cloro para a desinfecção, permanecendo o tempo necessário para a total eliminação de bactérias e outros microorganismos patogênicos que não tenham sido eliminados nos processos anteriores de tratamento. Posteriormente, adiciona-se Cal Virgem para eliminação total da acidez da água, protegendo as tubulações e equipamentos. Hoje são usados dezoito toneladas dia.
FLUORETAÇÃO
Por fim, tem-se a Fluoretação que é efetuada para o auxílio na prevenção da cárie dentária.
ADUÇÃO
Após o tratamento a água segue para o siste­ma de adução através de dois sub-sistemas:
1. Sub-sistema Marapicu - através de 3 elevatórias com um total de 15 grupos moto-bombas. Aproximadamente 50% da água é bombeada da ETAG para o Reservatório do Marapicu, que será distribuído por adutoras
2. Sub-sistema Lameirão - o restante da água (50%) é aduzido para a elevatória do Lameirão através de um túnel subterrâneo.
Ao longo do trajeto deste nível, várias adutoras estão conectadas para fazer a distribuição para os diversos bairros do Rio de Janeiro.
LABORATÓRIO DE CONTROLE
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A Estação de Tratamento dispõe também de um laboratório de controle de qualidade que realiza análises físico-químicas e bacteriológicas periodi­camente controlando cada fase do processo e garantindo assim os padrões de potabilidade exi­gidos (Resoluções Conama nº 357/2005, Conama nº 274, Conama nº 344/2004, e Portaria N° 518, do Ministério da Saúde). Hoje a nossa água é classificada como classe 2, a 2ª melhor água do mundo.
5. MONITORAMENTO
O monitoramento de qualidade das águas é um dos mais importantes instrumentos da gestão ambiental. Ele consiste, basicamente, no acompanhamento sistemático dos aspectos qualitativos das águas, visando a produção de informações e é destinado à comunidade científica, ao público em geral e, principalmente, às diversas instâncias decisórias.
O monitoramento da bacia do rio Guandu é feito pela Feema e pela CEDAE na Estação de Tratamento com o objetivo de acompanhar os principais indicadores físico-químicos de qualidade de água, bem como a comunidade fitoplanctônica quanto à composição quantitativa e qualitativa e biotestes qualitativos para avaliar a possível toxidez de cianobactérias e de sedimentos.
Segundo os técnicos, o monitoramento é feito de forma sistemática (convencional) e também automática, on line, através de através de seu Centro de Controle Operacional o que permite uma avaliação contínua da qualidade da água, detectando alterações instantâneas e possibilitando agilizar as providências necessárias à solução do problema imediatamente.
Na estação de monitoramento automático do Guandu, são analisados os parâmetros OD, pH, Temperatura, Condutividade e TOC (carbono orgânico total).
Ressalta-se que esse monitoramento pode ser intensificado em função de possíveis eventos adversos, em especial durante o verão.
Normalmente são aduzidos 220m3 de água. No dia de visita foram monitorados 330m3 de água devido às fortes chuvas na semana. Havendo o monitoramento da barragem com a transmissão on-line, os técnicos monitoram o quanto entra de água e quanto sai para o controle da quantidade de químicos para se chegar à qualidade da água esperada. Dependendo da quantidade e da poluição, há a necessidade do desligamento de bombas para o tratamento, caso contrário a qualidade não seria a mesma.
 Estações de amostragem da sub-bacia do rio Guandu
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DIAG – Divisão de Qualidade de Água / DIAG-02 – Serviço de Monitoramento FEEMA
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6. DISCUSSÃO – PROBLEMAS AMBIENTAIS
A água potável tratada na ETA do Guandu é distribuída para o uso de 80% da população da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, dos quais apenas 70% são distribuídos para a zona sul do município, porém, para que este tratamento seja eficiente, é necessário que a chamada água bruta não atinja determinados níveis de poluição.
Devido à ocupação urbana da bacia do rio Guandu, as águas do rio Paraíba do Sul possuem níveis de poluição altos, devido sobretudo ao lançamento de esgoto sanitário por parte dos municípios. Mesmo que se considere a auto-depuração natural do rio, existe, próximo à estação de tratamento, águas dos poluídos rios de Queimados, como o rio Abel, o rio dos Poços, o rio Queimados e dos córregos poluídos de Seropédica frequentemente cobertos por vegetação flutuante, pois esses rios tem altíssima concentração de matéria orgânica que alimenta as plantas.
Toda esta poluição poderia provocar um colapso no abastecimento de água dos municípios da RMRJ. Em meados da década de 70, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) foi obrigada a desativar duas estações de tratamento de água. Isso ainda não aconteceu com a ETA do Guandu pois a falta de tratamento do esgoto é compensada com água de diluição.
Outros problemas são os areais, alguns clandestinos, e lançamento em lixões localizados, em grande parte, às margens dos rios da bacia e em encostas, e próximos a aglomerações urbanas, falta de saneamento básico, resultando em uma grave degradação ambiental.
Acresce-se a isto, as perdas de arrecadação, perdas sociais, ligações clandestinas e falta de programas viáveis para o reuso da água quando do tratamento na estação de tratamento.
.Do exposto, pode-se inferir, alguma vulnerabilidade do sistema ETA-Guandu, devido à falta de investimentos necessários para que, num futuro próximo, não haja a falta de água já anunciada há algum tempo.
Há também, a necessidade de vigilância constante sobre a qualidade de suas águas, que atue como um sistema de detecção tanto para os lançamentos contínuos, provenientes de atividades poluidoras, quanto para ocorrências episódicas.
PLANO DE TRABALHO SERLA 2007-2010
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Links Úteis: Comitês Bacias HidrográficasCEDAE - INEA

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Saco é um saco – Lei estimula o uso de menos sacolas plásticas

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Para quem ainda não sabe, com a aprovação, em 2009, da Lei 5502/09, que foi uma iniciativa de Carlos Minc, ficou determinado, no Rio de Janeiro, a substituição e recolhimento de sacolas plásticas em estabelecimentos comerciais, como supermercados.

A Lei não proíbe as sacolas plásticas, mas estimula a redução gradativa do seu uso nos estabelecimentos para a proteção do meio ambiente, já que elas levariam no mínimo 100 anos para se decompor na natureza.
Em todo o mundo são produzidos 500 bilhões de unidades a cada ano, o equivalente a 1,4 bilhão por dia ou a 1 milhão por minuto. No Brasil, 1 bilhão de sacolas são distribuídas nos supermercados mensalmente - o que dá 66 sacolas por brasileiro ao mês.

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No total, são 210 mil toneladas de plástico filme, a matéria-prima das sacolas, ou 10% de todo o detrito do país. Não há dúvida: é muito lixo. Algumas alternativas estão sendo adotadas. Uma delas, muito popular na Europa e nos Estados Unidos, é o uso de sacolas de pano ou sacos e caixas de papel. Em Nova York, as que levam a inscrição "Eu não sou uma sacola de plástico" viraram febre.

Em São Francisco, as sacolas de plástico foram banidas. Somente as feitas de produtos derivados do milho ou de papel reciclado podem ser usadas. Outra solução é a cobrança de uma taxa por sacola, como acontece na Irlanda desde 2002. O dinheiro é revertido em projetos ambientais.

No Brasil, a principal alternativa são as sacolas de plástico oxibiodegradáveis. Elas vêm com um aditivo químico que acelera a decomposição em contato com a terra, a luz ou a água. O prazo de degradação é até 100 vezes menor - ou seja, uma sacola leva apenas três anos para desaparecer. O governo do Paraná distribui gratuitamente essas sacolas.

No Rio, a partir do dia 16 de julho,  começou  a fiscalização da lei

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Pioneira no país, a nova regulação oferece aos supermercados três opções:

    1- Dar um desconto de R$ 0,03 (três centavos) a cada cinco itens comprados sem o uso de sacola plástica;

2- trocar cada 50 bolsas retornadas por um 1 kg de alimento da cesta básica;

3- fornecer bolsas reutilizáveis. 

Os estabelecimentos também terão que exibir uma mensagem educativa que ensina ao consumidor que as sacolas plásticas levam até 100 anos para se decompor e estimula a sua substituição por sacolas reutilizáveis.

Quem quiser reclamar do descumprimento da lei, pode ligar para o INEA (Instituto Estadual do Ambiente), no telefone (21)2332-4604.

Descarga Ecológica – custo ZERO

São inúmeros os projetos e soluções que resolvem bem a questão de gastar muita ou pouca água ao apertar o botão de descarga nas caixas acopladas ao vaso sanitário.

Se você não pode investir num equipamento novo, porque não resolver com um pouco de criatividade?

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Este é um tradicional reparo para caixas acopladas. Ao se pressionar o botão de descarga, o tampão sobe acima da linha d´água e fica lá,  permitindo a liberação de toda a água.

Pois bem. Vamos reduzir a corrente, em torno de 20% de seu tamanho. Com isto, o tampão fica a meio caminho, controlado pelo seu dedo. Enquanto você mantiver o botão pressionado, a água é liberada. Largou o botão, o tampão interrompe o fluxo.

Pronto. Agora você decide quanta água é necessária para lavar seu vaso. Parabéns. Custo Zero.

Encalhe de Baleias

O que podemos e o que não devemos fazer?

Por Marcelo Szpilman*

A notícia abaixo, divulgada ontem no Globo Online, soma-se a tantas outras que vem comovendo as pessoas e promovendo calorosos debates em torno dessa questão.

Baleia encalha na praia de Geribá, em Búzios

RIO (25/10/10) - Uma baleia jubarte, com cerca de 15 metros e 30 toneladas, está encalhada desde o início da tarde na Praia de Geribá, em Búzios, a cerca de dez metros da areia.

Segundo o fotógrafo Sérgio Quissak, que está no local, a baleia está muito agitada. Duas traineiras de grande porte estão tentando puxar a baleia para alto mar, mas ainda não tiveram sucesso. Cerca de 300 pessoas acompanham o resgate da jubarte.

- No Brasil não temos equipamento adequado para puxar uma baleia deste porte. Além disso, ao que tudo indica, ela já chegou debilitada na praia. Está se fazendo o possível para salvar a baleia, mas é uma operação muito difícil - disse o prefeito Mirinho Braga, que comanda a equipe da prefeitura que tenta salvar a baleia.

Baleia jubarte

A visão do triste espetáculo da baleia encalhada costuma provocar em nós a ânsia de ajudá-la e, quem sabe, até salvá-la da morte. E não é difícil explicar as correntes humanas que se formam para ajudar esses cetáceos ou as aglomerações comovidas pela impotência diante do sofrimento do animal. Mas, diferente do que gostaríamos, esse é um evento da natureza sobre o qual o homem pouco pode interceder.

Dos esporádicos casos de encalhes de grandes cetáceos vivos acontecidos nos últimos 20 anos, muito poucos resultaram em desencalhe. Ainda assim, grande parte do êxito nesses poucos casos de sucesso deve-se quase que exclusivamente às condições da maré e da praia em que o animal encalhou. Ou seja, a interferência do homem não faz parte dos fatores que ditam a sorte da baleia encalhada.

Pode-se empurrar ou puxar uma baleia encalhada?

Como ainda não existem equipamentos adequados, as bem intencionadas manobras para empurrar ou puxar o animal resultarão em inócuas tentativas improvisadas de resgate, estresse ou mesmo danos à sua estrutura corporal. Quem frequenta a praia sabe que um homem adulto de 80 kg sentado na areia na beira da água cria um buraco e afunda na medida em que as ondas batem. Nessas circunstâncias, empurrar ou puxar, na tentativa de "desencalhar" essa pessoa, não são as melhoras medidas, mas sim levantá-la. Com uma baleia pesando dezenas de toneladas e sem nenhuma intenção de ajudar, é impossível arrastar ou levantar.

O que podemos fazer?

A melhor ajuda que podemos dar a uma baleia encalhada é isolar a área para que os curiosos e bem intencionados não atrapalhem ou machuquem o animal. Com raras exceções, somente a sorte e a própria natureza podem interceder a favor da baleia nesse momento. Somente ela poderá tentar desencalhar-se sozinha. Se não conseguir desencalhar-se em até 24 horas, o enorme estresse e os danos provocados em sua estrutura física e em sua fisiologia, que não foram projetados para suportar tamanho peso e compressão fora d’água, passam a determinar seu fim. Quando o animal encalha na maré alta, seu desencalhe é praticamente impossível __ caso da baleia que encalhou ontem em Geribá.

Porque as baleias encalham?

As causas naturais do encalhe de baleias podem ser as mais variadas, indo de doenças que provocam problemas no senso espacial a equívocos ou inexperiência no cerco de um cardume de sardinhas. Contudo, não podemos nos esquecer que o encalhe de baleias sempre foi e sempre será um evento incomum da natureza do qual os homens não participam.

Porque houve aumento de encalhe de baleias?

O aumento do número de baleias encalhadas, curiosamente, tem a ver com o aumento das populações de baleias no litoral brasileiro. Graças à proibição da pesca da baleia e ao excelente trabalho de proteção e preservação que vem sendo realizado há mais de 18 anos pelo Projeto Baleia Jubarte e pelo Projeto Baleia Franca, a quantidade de baleias que hoje nadam ao longo do nosso litoral em suas rotas migratórias aumentou bastante, o que também aumentam as chances de um encalhe.

*Marcelo Szpilman, Biólogo Marinho formado pela UFRJ, com Pós-Graduação Executiva em Meio Ambiente (MBE) pela COPPE/UFRJ

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Você é um consumidor responsável?

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Faça o teste desenvolvido pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), e veja o quanto você está sendo amigo do planeta

 

 

 

 

Energia elétrica

1. Na sua casa, você utiliza lâmpadas fluorescentes:
( ) A - Não.
( ) B - Utilizei apenas durante o racionamento.
( ) C - Sim, nos locais onde a luz fica acessa por mais do que 4 horas seguidas.
2. Na hora de comprar aparelhos elétricos:
( ) A - Não avalia o consumo de energia.
( ) B - Dá uma olhada na quantidade de energia que o aparelho consome, mas isso não determina a sua escolha.
( ) C - O menor consumo de energia é um dos critérios considerados na hora da minha escolha.
3. Na hora de lavar louça ou roupa:
( ) A - Você liga a máquina mesmo sem utilizar a sua capacidade máxima.
( ) B - Na maioria das vezes, mas nem sempre, você junta a roupa ou louça até alcançar a capacidade máxima da máquina.
( ) C - Você sempre espera atingir a capacidade máxima para ligar a máquina.

Água
1. Na sua casa:
( ) A - Você não desliga a torneira enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
( ) B - Quando se lembra da importância de se economizar a água, mantém a torneira fechada enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
( ) C - Sempre mantém a torneira fechada enquanto ensaboa a louça ou escova os dentes.
2. Na sua casa:
( ) A - As válvulas das privadas são daquelas convencionais e você não pretende trocá-las.
( ) B - As válvulas das privadas são daquelas convencionais, mas você pretende trocá-las quando for possível.
( ) C - Todas privadas são equipadas com caixa acoplada ou válvula que utilizam apenas 6 litros.
3. Quanto tempo o chuveiro fica aberto enquanto você toma banho:
( ) A - 15 minutos ou mais.
( ) B - Entre 5 e 10 minutos.
( ) C - Não mais que 5 minutos.
4. Na sua casa ou prédio:
( ) A - A calçada é lavada com a mangueira normal.
( ) B - A calçada é lavada com lavadores de alta pressão ou balde.
( ) C - A calçada é varrida com vassoura e, quando lavada, é utilizada a água reaproveitada de máquina de lavar roupa.

 Alimentos
1. Você:
( ) A - Compra apenas alimentos convencionais.
( ) B - Compra alimentos orgânicos quando é possível.
( ) C - Compra alimentos orgânicos e, na falta de algum produto, dá preferência aos produtos convencionais da estação (que necessitam de menos agrotóxicos).
2. Na sua casa:
( ) A - Muita comida é jogada fora, pois apodrece antes de ser consumida. Cascas e talos vão todos para o lixo.
( ) B - Você já conseguiu reduzir a quantidade de comida que vai pro lixo, planejando melhor as compras. Mas ainda joga coisa fora, pois compra coisas por impulso.
( ) C - Comida não se joga fora. Você compra frutas, verduras e legumes a granel e apenas aquilo que vai ser utilizado. É expert em receitas que aproveitam cascas e talos.

Lixo e reciclagem
1. Na sua casa:
( ) A - Você não separa o lixo.
( ) B - Você separa os materiais recicláveis, encaminhando-os para a reciclagem, mas não lava as embalagens sujas ou joga as embalagens sujas no lixo comum.
( ) C - Você separa todos os materiais recicláveis, dando uma lavada (com a água que você lava louça) nas embalagens recicláveis que estão sujas e encaminhando o material separado para os projetos de coleta seletiva ou doando para catadores.
2. Na hora de comprar:
( ) A - Você escolhe os produtos, independente se eles tem embalagens desnecessárias ou se elas são recicláveis ou não. ( ) B - Você evita produtos com embalagens desnecessárias e dá preferência à produtos, cujas embalagens sejam recicláveis.
( ) C - Você evita produtos com embalagens desnecessárias e dá preferência à produtos, cujas embalagens são recicláveis. E, ainda, liga para o SAC (Serviço de Atendimento Consumidor) das empresas questionando o que fazer com as embalagens que não são recicláveis ou que são recicláveis, mas não são aceitas pelos catadores ou programas de reciclagem.

Transporte
1. Você:
( ) A - Usa o carro para ir à qualquer lugar, mesmo para pequenas distâncias.
( ) B - Às vezes, evita usar o carro, mas na maioria das vezes não consegue mudar o hábito e acaba usando-o até para distâncias curtas.
( ) C - Sempre que possível, pega carona, anda à pé ou utiliza transporte público.
2. Você, que tem (ou se tivesse) carro, é do tipo:
( ) A - Que, regularmente, não calibra o pneu ou verifica a água e o óleo, muito menos faz revisões e manutenção periódica no carro. Só vai para oficina quando o carro quebra.
( ) B - Que calibra os pneus regularmente e troca o óleo quando tem que trocar, mas não tem o hábito de fazer revisões ou manutenção preventiva.
( ) C - Usuário exemplar, que respeita sempre os prazos adequados das peças do carro e faz revisão e manutenção regularmente.

Para saber que tipo de consumidor você é, some as respostas de cada letra (A, B e C):


Maioria de respostas "C":
Parabéns, você é um consumidor cidadão! Continue assim, procure sempre melhorar os seus hábitos de consumo e ajude a conscientizar aqueles que estão a sua volta: amigos, parentes, colegas de trabalho.


Maioria de respostas "B": Você parece ser um consumidor consciente, mas ainda pode melhorar bastante. Não basta ser consciente, é preciso mudar de fato os hábitos de consumo. Você está no caminho certo, apenas acelere o passo.


Maioria de respostas "A": Você é definitivamente um consumidor alienado, mas calma: nunca é tarde para mudar. Reflita sobre os impactos sociais e ambientais dos seus hábitos de consumo e comece a mudança já!

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Carro Elétrico - A natureza agradece

Lula passeia em carro elétrico que deverá ser comercializado no Brasil

Agência Brasil

Publicação: 20/10/2010 18:02

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conheceu hoje (20) o modelo de carro elétrico da Mitsubishi, construído na fábrica da empresa em Catalão (GO) e levado ao Palácio do Planalto pelos diretores da montadora. Após dar uma volta no veículo, o presidente elogiou a iniciativa de se produzir no país carros menos poluentes. “Tenho defendido a idéia de que o Brasil é quase invencível nessa disputa por novos produtos menos poluentes”, disse.
O carro elétrico pode transportar até quatro pessoas e atinge a velocidade máxima de 130 quilômetros por hora. Na comparação com o modelo a gasolina, ele deixa de emitir 1 tonelada de CO2 por ano. O custo por quilômetro rodado é cerca de um terço do custo de um carro compacto comum. Segundo os diretores, o carro elétrico da Mitsubishi poderá estar no mercado brasileiro em 2013.
O presidente da Mistubishi no Brasil, Eduardo de Souza Ramos, disse que ainda não é possível precisar a que preço o carro será vendido, pois dependerá dos incentivos fiscais. De acordo com ele, a comercialização no mercado internacional é cada vez mais crescente. “A Mitsubishi produz esse carro há um ano. No ano passado vendeu 1,8 mil carros, este ano 9 mil e no ano que vem a expectativa é de comercializar 18 mil veículos”.

 

Fonte: Correio Braziliense – 25/10/2010

sábado, 23 de outubro de 2010

Bijuterias em papel

Foto: Begonia Javares

O que você precisa:

  • papéis coloridos usados: revistas, papéis de presente, etc..
  • régua
  • lápis
  • tesoura
  • cola branca
  • linha ou fio de nylon
  • agulha grande

Etapas

Numa folha de revista ou papel de presente, desenhe com o lápis triângulos de 3 cm de base e pelo menos 6 cm de altura. clip_image001
Corte os triângulos de papel. Para fazer um colar curto, você precisa de 15 triângulos. clip_image001[4]
Enrole cada triângulo utilizando a agulha como apoio.

clip_image001[6]

Cole a ponta do triângulo com cola branca. Retire a agulha e pronto: está formada a pérola.

clip_image001[8]

Depois de prontas, junte as pérolas com uma linha ou fio de nylon.

clip_image001[10]

fonte: recicloteca.org.br

Dicas:

  • Use verniz incolor ou cola branca diluída em água para impermeabilizar as pérolas.
  • Faça colares de várias voltas.
  • Experimente papéis com coloridos diferentes e faça proveito dos vários padrões que podem surgir.
  • Intercale contas e miçangas entre as pérolas.
  • Faça conjuntos de colares e pulseiras

Outras soluções encontradas na internet

bijouteria de papel - pensandoverde.blogtv.uol.com.br colares pindurucalhos de jornal - elo7.com.br

colares flores - elo7.com.br

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

O nosso LAR pode também ser amigo do Planeta

“Você pode ser a transformação que deseja ver no mundo” – Gandhi

Com pequenos ajustes e pouco investimento você pode transformar a sua casa. Que tal, economizar nas contas, preservar sua saúde e ajudar a não estragar ainda mais o planeta.

Nós somos os responsáveis por inúmeros prejuízos quando acumulamos lixo, consumimos mais que o necessário, esbanjamos água, luz, combustível ou comida. Com pequenas mudanças podemos deixar de ser somente espectadores e ajudar a garantir a sobrevivência na Terra, além de melhorar a nossa qualidade de vida. Na animação abaixo algumas sugestões:
codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=7,0,19,0

" width="620" height="394" >

Fontes : Silvia Manfredi, diretora-geral da Associação Nacional de Arquitetura Bioecológica, Sabesp, ONG Sociedade do Sol, Portal do Consumidor, Governo Federal, Inmetro

Para você que vai reformar, decorar ou construir sua casa, outras dicas:

TELHADO Madeira de reflorestamento e telhas claras garantem o frescor da casa. Você também pode pintar com tinta branca a sua telha usada.

SALA Teto, divisórias, escadas e assoalhos de placas de bambu, eucalipto de reflorestamento ou madeira de demolição.

QUARTOS Paredes de vidro para garantir luminosidade. Colchas e cortinas com material reciclado. Usar interruptores com dimmer que regulam a intensidade da luz.

BANHEIRO Piso de cerâmica de cacos vitrificados. Instalar dispositivo que regula a vazão de água. Não jogar cigarro remédios vencidos, cotonete ou fio dental no vaso sanitário. Desligar as torneiras enquanto escova os destes ou enquanto se ensaboa. Usar a temperatura quente do chuveiro só quando necessário.

ÁREA DE SERVIÇO E COZINHA Água fria poupa 92% de energia em relação à água quente.Óleo de cozinha não deve ir para o ralo. Guardar e entregar numa cooperativa de catadores.

ELETRODOMÉSTICOS E CARRO Quando usar seu computador imprima só o necessário. Não deixar os aparelhos no modo stand by. Retirar os aparelhos da tomada ao viajar.

Manter o motor do seu automóvel regulado. A bicicleta pode ser opção para os pequenos deslocamentos.

Um bom exemplo de casa sustentável econômica é a CASA HOLCIN

Uma casa popular e sustentável que será vendida nas lojas de material de construção e com financiamento pela CEF(Projeto minha casa minha vida), faz parte de um projeto da UFRJ e da Cimenteira Holcim. O modelo de habitação tem aproveitamento máximo dos recursos naturais e foi concebido conforme as diretrizes da construção sustentável. O valor estimado para a venda incluindo material e mão de obra foi calculado em cerca de 45 mil reais.

O projeto atende atualmente a região Sudeste e está disponível, nesse primeiro momento, em revendas da Holcim, credenciadas de Vitória e do Rio de Janeiro, que irão comercializar este serviço em quiosques – permitindo a visualização das plantas em 3D. A idéia é que o consumidor possa adquirir o projeto fechado, pronto, e que mais se adapte às suas necessidades, já incluindo a construtora e todo o material que será usado na obra.

Saiba mais sobre a casa Holcim neste link

terça-feira, 19 de outubro de 2010

10a. Mostra Internacional de Filmes de Montanha

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A Mostra Internacional de Filmes de Montanha reafirma a sua importância no cenário de festivais do Brasil. Serão quatro dias de exibições de filmes de montanha. De 21 a 24 de outubro no Cinema Odeon RJ

Após muitas horas de exibição e debates, os responsáveis pela comissão de seleção escolheram 12 produções que possuem como tema os esportes de montanha, meio ambiente e/ou cultura de montanha. O mais importante na seleção deste ano é a variedade de esportes que serão exibidos. São oito esportes sem contar algumas variações de escalada.

A exibição será em HD, um novo padrão da Mostra. Uma qualidade equivalente as produções estrangeiras.

É ir ao cinema para conferir.

poster_2010 Filmes selecionados para a Mostra Competitiva de 2010:

  • 7 Dias na Favela, de Janaina Priola - SP (mountain bike)
  • Bolívia - Política, Cultura e Montanhismo, de Gustavo Piancastelli - MG (alta montanha)
  • Dias de Tempestade, de Eliseu Frechou - SP (escalada artificial)
  • E as vias da Lapinha?, de Walfried Amaral - MG (escalada)
  • Entre Nós, de Erick Grigorovski - RJ (escalada - animação)
  • Platô, de Ricardo Cosme - RJ (escalada esportiva)
  • Slack Brasil, de Diogo Barboza - RJ (slackline e highline)
  • Surf nas Montanhas, de Gabriel Alho - RJ (mountainboard)
  • Tupungato - acima dos seis mil, de Alexandre Carrijo - DF (alta montanha)
  • Viajantes radicais, pelo caminho de Lévi-Strauss, de Jader Lago - SP (canoagem, mergulho em caverna e cultural)
  • Woodsy, de Alicia Nogueira - SP (cultural)
  • XC - Open World Series 2009 - Mundial de paragliding, de Juliano Guerra - MG (parapente)

Para acessar a programação diária dos filmes com seus horários. clique aqui.

Mais detalhes, direto no site oficial do evento. www.filmesdemontanha.com.br

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Turismo Ecológico e Turismo de Aventura

panoramica_mirante_Abrigo3

O ecoturismo, segundo o documento ”Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo”, publicado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia e pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com o Ministério do Turismo e Ibama, é um segmento da atividade turística que utiliza, de forma sustentável, o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca a formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem-estar das populações.

O ecoturismo, muitas vezes, é confundido com o turismo de aventura e, de fato, há quem inclua outras nomenclaturas como partes ou derivações de uma generalização chamada ecoturismo. Exemplos: turismo rural, turismo responsável, turismo ecológico, turismo alternativo, turismo verde, turismo cultural.

A literatura enumera alguns princípios a serem seguidos:

Os 10 mandamentos do ecoturista:

  1. Honrarás e preservarás o bom humor;
  2. Estarás sempre pronto a colaborar;
  3. Serás capaz de te adaptares aos imprevistos;
  4. Utilizarás os serviços dos guias credenciados;
  5. Não reclamarás;
  6. Não invocarás o nome do guia em vão, para perguntar se falta muito para chegar;
  7. Não considerarás chuvas, atoleiros ou pontes quebradas como imprevistos;
  8. Não poluirás o meio ambiente;
  9. Preserve e Respeite a biodiversidade, não polua as nascentes,os leitos e margens, não destrua as matas ciliares, respeite as trilhas sem criar atalhos, não degrade o meio ambiente e compartilhe a sustentabilidade.

Os 5 mandamentos do ecoturismo:

  1. Da natureza nada se tira a não ser fotos;
  2. Nada se deixa a não ser pegadas;
  3. Nada se leva a não ser recordações;
  4. Andar em silêncio e em grupos pequenos;
  5. Respeitar uma distância dos animais, evitando gerar stress (neles).

Existem algumas atividades consideradas dentro do ecoturismo como: tirolesa, cavalgada, snorkeling e flutuação, boiacross, observação de aves, ciclo turismo, observação de fauna e flora, espeologia, estudo do meio ambiente, trekking, parapente, asa-delta, balonismo, canyonismo, rafting, turismo geológico. No entanto, se não forem seguidos os mandamentos enunciados acima, não podem se enquadrar nesta definição. Além disso, dependendo do impacto ambiental causado não são consideradas boas práticas pelos ecologistas, p. ex. o canyoning em trechos de rio usados para nidificação de aves de rapina.

O turismo de aventura, entendido como uma atividade ou subproduto do Ecoturismo, atualmente, possui características próprias. É definido como movimentos turísticos decorrentes da prática de atividades de aventura de caráter recreativo e não competitivo".

A palavra aventura remete a algo diferente, ao desafio, a certo risco capaz de proporcionar a sensação de prazer, liberdade e superação pessoal, que varia de acordo com a expectativa de cada pessoa e do nível de dificuldade de cada atividade. Para tais fins, consideram-se atividades de aventura aquelas cujo prêmio é a superação de limites pessoais, caracterizadas como atividades de recreação e não de competição.

Atualmente, os impactos econômicos desse segmento não se limitam aos destinos turísticos. Diversos segmentos estão envolvidos nesta prática: fornecedores de equipamentos, seguradoras, outros produtos e atividades associadas. Diante disso e considerando as especificidades desse segmento, principalmente quanto ao quesito segurança, verificou-se a necessidade de delimitar a sua abrangência em relação a outros tipos de turismo, tanto para embasar a formulação e execução de políticas públicas como também subsidiar os interessados quanto as características e questões legais que podem implicar nas relações de mercado.

Tartaruga30 As atividades do segmento de turismo de aventura podem ocorrer em qualquer espaço: natural, construído, rural, urbano, estabelecidos como área protegida ou não e deve contemplar, em sua prática, comportamentos e atitudes que possam evitar e minimizar possíveis impactos negativos ao ambiente, ressaltando o respeito e a valorização das comunidades receptoras.Dentre as opções do turismo de aventura temos o rapel, rafting, bicicleta mountain bike, motocross, tirolesa, caminhadas, trilhas, mergulhos, pesca esportiva, arvorismo, cavalgadas, dentre outras.

A ABETA – Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura – é hoje reflexo da mobilização de empresários que buscam fortalecer os segmentos de Ecoturismo e Turismo de Aventura no Brasil, tendo como base o associativismo e a oferta segura e responsável de atividades.

Com sua organização, a ABETA ocupou espaço de destaque nas principais iniciativas de organização e desenvolvimento de Ecoturismo e Turismo de Aventura no Brasil. A entidade integra o Conselho Nacional de Turismo, coordena o Grupo de Trabalho de Turismo de Aventura do INMETRO e mantém importante diálogo e parceria com entidades como Ministério do Turismo, SEBRAE Nacional, Ministério do Meio Ambiente, Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.

Você já pensou em curtir a natureza com seus familiares e amigos, desfrutando de lindas paisagens, tomando banho em cachoeiras, vendo diversos animais pelo caminho e curtindo trilhas entre as matas das mais inusitadas e aventureiras possíveis? Passar momentos de paz e reflexão ou de aventura e adrenalina, você escolhe. Quer sugestões? Veja por onde andei com minha família no meu blog de viagens - Turislogia

“A natureza proporcionou a todos a oportunidade de ser feliz, se é que ao menos se saiba fazer uso dessa felicidade”. (Claudiano)

“As árvores são nosso pulmão, os rios nosso sangue, o ar é nossa respiração, e a Terra, nosso corpo”. (Deepak Chopra).

Confira abaixo as dicas de sites de ecoturismo e aventura:

sábado, 16 de outubro de 2010

Ecomóvel – Curitiba tem o primeiro carro elétrico do Brasil

Não poderia ser diferente, o  primeiro carro 100% elétrico tinha que começar a rodar na capital ecológica do Brasil, em Curitiba. A capital paranaense será a primeira de muitas capitais que terá o veículo circulando e fazendo seus testes.

O veiculo já circula nas ruas da capital paranaense, mas ainda não tem data para começar a sua fabricação e comercialização, apesar de já ser vendido no Japão.

A montadora responsável por tal avanço é a Mitsubish e o modelo é o i-MiEV, um mono volume que deve ser destaque dos próximos salões do automóvel de Paris e São Paulo.

Para recarregar a bateria bastam 14 horas em tomadas 110V e o tempo cai para metade em tomadas 220V.

Para iniciar as vendas, a montadora ainda espera a definição de uma política tributária mais favorável a esse tipo de veículo, sobre o qual incidem 25% de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e 35% de Imposto de Importação (já que o modelo é fabricado no Japão).

Com os tributos vigentes, o carro, que custa 30 mil dólares (cerca de R$ 53 mil) no Japão, não sairia por menos de R$ 120 mil no Brasil, nos cálculos da própria fabricante.

A multinacional espera conseguir vender o produto a até R$ 60 mil -preço longe de ser popular, mas equivalente ao de outros carros urbanos modernos, como o Smart, da Mercedes-Benz.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Patê de talos

patetalo01 A receita apresentada a seguir é apenas uma pequena amostra do que pode ser feito se soubermos utilizar aquilo que iria para o lixo: talos, cascas, folhas e sementes podem dar um sabor especial às receitas convencionais, resultando em produtos saborosos, de baixo custo e altamente nutritivos.

PATÊ DE TALOS

Ingredientes:

  • 500 gramas de ricota.
  • Duas xícaras (chá) de talos de beterraba, agrião e espinafre.
  • Uma xícara (chá) de azeite de oliva.
  • Duas colheres (sopa) de molho de soja.
  • Duas colheres (sopa) de molho inglês.
  • Meia xícara (chá) de salsa e cebolinha picadas.
  • Meia xícara (chá) de rama de cenoura picada.
  • Meia xícara (chá) de maionese.
  • Sal e pimenta do reino a gosto.

Como preparar:

Numa tigela amasse bem a ricota com um garfo. Adicione o restante dos ingredientes e misture bem até obter a consistência de pasta.

Rendimento: 12 porções.
Valor calórico de cada porção: 135,4 cal.
Dicas: Substitua o azeite de oliva por óleo de soja, girassol ou milho e acrescente dez azeitonas pretas ou verdes.

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